De 2011 a 2016, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República aplicou penalidades motivadas por “faltas éticas” para, ao menos, cinco ministro de Estado. É o que mostram dados enviados ao Blog pelo colegiado, que é responsável por avaliar eventuais falhas cometidas no primeiro escalão do governo federal.

Apenas em uma delas, contudo, a comissão propôs que um ministro fosse exonerado do cargo. A recomendação ocorreu, em 2011, quando o colegiado analisou um suposto conflito de interesses no fato de o presidente do PDT, Carlos Lupi, conciliar o cargo de dirigente partidário com o comando do Ministério do Trabalho, no primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff.

Junto com a recomendação para que Lupi fosse exonerado, o então titular do Trabalho recebeu uma advertência, punição mais comum a ministros nos últimos cinco anos.

A advertência foi aplicada, por exemplo, aos ex-ministros Alfredo do Nascimento (Transportes), em 2011, e Garibaldi Alves (Previdência Social), em 2013. No ano de 2011, os ex-ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Wagner Rossi (Agricultura) receberam uma censura ética.

A advertência se aplica quando o servidor está no cargo. Após deixar o cargo, o “puxão de orelha” transforma-se em censura ética. Nenhuma dessas penalidades gerou, no entanto, uma consequência ou efeito prático à carreira dos políticos. Representa uma “mancha” no currículo do advertido.

Na semana passada o ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) tornou-se alvo de investigação da Comissão de Ética. Ele deixou o cargo após ser acusado pelo ex-ministro Marcelo Calero (Cultura) de fazer pressão para que a construção de um empreendimento imobiliário embargado pelo Iphan, em Salvador (BA), fosse liberada. Geddel afirma que comprou um apartamento no condomínio.

Via G1